sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Resiliencia - Competência indispensável ao profissional moderno!


A sobrevivência dos mais aptos, expressão cunhada pelo pensador positivista Herbert Spencer, criador de darwinismo social, é uma máxima aplicada à sociedade desde que o  homem era coletor e caçador. Marcelo Mariaca

Somos julgados e selecionados em casa, no trabalho e nas relações sociais, escolhidos pelos nossos méritos e rejeitados pelas fraquezas. Para sobreviver, o indivíduo precisa ser resiliente, ou seja, ser elástico, ter a capacidade de resistir aos choques.
Resiliência é uma palavra desconhecida pela maioria das pessoas e considerada pernóstica pelos modernos, mas é uma das qualidades que se exige dos profissionais, principalmente dos executivos, no mundo corporativo, onde as leis da selva - ou do darwinismo social - são evidenciadas com maior nitidez.
Nos dicionários, resiliência define a capacidade dos materiais de resistirem aos choques e de retomarem suas propriedades após esforço intenso. O conceito migrou da física para os consultórios de psicologia e, de lá, para a boca do povo.
Alguns entendem resiliência como capacidade de adaptação a ambientes e cenários diferentes, o que dá ideia de acomodação. Mas acomodação, como todos sabem, é palavrão em qualquer organização, principalmente numa economia globalizada, de concorrência acirrada e na qual a inovação é um dos mantras e pressuposto para a sobrevivência dos negócios.
A resiliência, portanto, não é acomodação, mas a capacidade de lidar com problemas, vencer dificuldades e obstáculos e superar conflitos sem entrar em parafuso. Trata-se de um traço de personalidade, mas essa capacidade envolve também treinamento.
O ser resiliente deve ser dotado de autoconfiança e de grande dose de otimismo - o pessimista não vence desafios, pois já entra na luta na posição de derrotado.
Saber controlar as emoções e os impulsos são outras qualidades imprescindíveis no ambiente corporativo. Mas a resiliência implica também capacidade de identificar as verdadeiras causas dos problemas, compreender os estados psicológicos e os padrões de reação dos outros e agregar as pessoas para resolver os problemas e superar os desafios.
Não é mais só MBA, nem mestrado em Londres que torna o executivo mais apto.
Hoje a resiliência representa a habilidade do ser humano de sobreviver a um trauma, resistir às adversidades e ter visão positiva de reconstruir sua vida, a despeito de um entorno negativo, do estresse, das restrições sociais. Ser resiliente, assim, é ser flexível. O adaptado se perde de si. O resiliente mantém sua integridade.
É sujeito e não objeto. Pode-se dizer que é a vitória do caráter. É a tranqüilidade da ação daqueles que têm a certeza de que, sim, o pior também vai passar.
Mas é importante saber que, embora seja íntima e pessoal, a resiliência não se conquista sozinho.
É preciso apoio de um clima organizacional em que a saúde mental das pessoas seja valorizada e que o trabalho sob pressão não seja uma constante, mas a exceção.
Nem porque exigem profissionais resilientes as empresas devem exacerbar a prática das leis da selva

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